Paraguaçu põe humor nos trilhos!

•setembro 1, 2008 • 2 Comentários

Saiu a lista dos premiados no IV Salão Internacional de Humor de Paraguaçu Paulista.
São seis categorias – os tradicionais cartum, charge, caricatura e tiras – além de uma categoria temática, ou seja, com um tema definido: trilhos de trem.
E, em homenagem ao centenário da imigração japonesa, a categoria Mangá.

A qualidade dos desenhos premiados é ótima. O tradicional Piracicaba – divulgando os seus vencedores amanha – vai ter que rebolar pra superar o nível deste salão relativamente novo.
Parabéns aos organizadores do evento!

O meu desenho favorito foi este do R. Maia:

A charge do Tarres, da Costa Rica, também é interessante
(de um tema d´outros anos mas que continua atual):

Há muita participação também dos europeus, com seu humor peculiar mas sempre bonito,
como no cartum do russo Semerenko:

Os vencedores podem ser vistos nesta galeria do BrazilCartoon.

Visite também o site do Salão de Paraguaçu.

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1939: Programa nazista de extermínio

•setembro 1, 2008 • 1 Comentário

No dia 1º de setembro de 1939, foi criado programa de extermínio pelos nazistas, que visava a eliminação de doentes incuráveis, idosos senis, deficientes físicos e doentes mentais.

Depois que a burocracia alemã do “Terceiro Reich” executou  as medidas de desapropriação e concentração dos judeus, o regime nazista chegou a um ponto crítico. Qualquer passo adiante significaria o fim a existência do judaísmo na Europa ocupada. No jargão nazista, a superação desse limite era descrito como a “solução final da questão dos judeus”.

Na verdade, a expressão “solução final” era um eufemismo para a palavra “morte”. O objetivo era matar todos os judeus e pessoas “não arianas”, que aos olhos dos algozes nazistas eram vidas “indignas de serem vividas”.

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Herança da geração de 68 é presente até hoje

•setembro 1, 2008 • Deixe um comentário

Durante oito semanas, as ruas de Paris foram tomadas por manifestantes. A cidade discutia, fazia greves, incendiava-se. Hoje, o debate gira em torno da herança dessa geração: o que sobrou de 1968?

Para o artista e jornalista Gilles de Staal, o legado dos revolucionários de 1968 tem um significado importante. Para o ex-membro da organização de esquerda Juventude Revolucionária Comunista, o dia 3 de maio de 1968, que marcou o início dos protestos na Sorbonne, começou como qualquer outro. Até que centenas de militantes de esquerda do subúrbio parisiense Nanterre – onde a universidade havia sido fechada – aparecessem.

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Alguma coisa está fora da ordem

•setembro 1, 2008 • Deixe um comentário
Por Bruno Medina

caetano-veloso1.jpgOntem de madrugada, no blog dedicado à sua “Obra em Progresso” , Caetano Veloso escreveu um post rebatendo críticas publicadas pelos dois principais jornais de São Paulo ao show (em homenagem a Tom Jobim e aos 50 anos da Bossa Nova) que fez na cidade, ao lado de Roberto Carlos, nesta última segunda. A declaração, como era esperado, repercutiu imediatamente, e a crítica da crítica acabou pautando uma outra rodada de matérias, para só então pousar neste blog, numa, por assim dizer, terceira onda a partir do epicentro deste episódio.

É possível que alguns leitores questionem, até com certa razão, o propósito de se escrever um texto destinado a comentar uma discussão de Caetano com a imprensa, até porque esta não é a primeira e nem será a última vez que algo semelhante acontece. Digo discussão ao invés de queixa, porque é assim que me parece. Desconfio que Caetano não pretenda simplesmente desabafar, dar o troco por terem pisado em seu calo ou reparar uma suposta injustiça dita a seu respeito, Caetano almeja algo muito mais ambicioso: promover uma mudança de postura da imprensa brasileira para com o artista.

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Festival do Rio anuncia seleção de filmes

•setembro 1, 2008 • Deixe um comentário

Dos 35 longas em exibição, 18 participarão da mostra competitiva.
Evento acontece entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro.

Do G1, em São Paulo

Paula Huven/Divulgação
Leonardo Medeiros em cena do filme ”Feliz Natal’, que concorre no Festival do Rio.’ (Foto: Paula Huven/Divulgação)

O Festival do Rio, que acontece entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro, divulgou a lista de mais de 35 filmes que serão exibidos no evento e concorrerão ao troféu “Redentor”. Ao todo, 18 participarão da mostra competitiva.

Além dos filmes que concorrerão no festival – nas categorias ficção e documentário – os organizadores criaram a mostra paralela “Cenas do Rio”, com longas que tem a cidade como tema.

Os filmes concorrerão nas categorias ficção, documentário, curta-metragem, direção, ator e atriz. Entre os prêmios especiais, estão a escolha do júri, do voto popular para longas de ficção e documentário.

Confira a lista completa:

Ficção (mostra competitiva)

“A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele
“Apenas o fim”, de Matheus Souza
” Feliz natal”, de Selton Mello
“Juventude”, de Domingos Oliveira
“Rinha”, de Marcelo Galvão
“Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmonte
“Verônica”, de Maurício Farias
“Vingança”, de Paulo Pons

Documentário (mostra competitiva)
” Cantoras do rádio”, de Gil Baroni e Marcos Avellar
“Cinderelas, lobos e um príncipe encantado”, de Joel Zito Araújo
“Contratempo”, de Malu Mader e Mini Kerti
“Estrada real da cachaça”, de Pedro Urano
“Jards Macalé – um morcego na porta principal”, de Marco Abujamra e João Pimentel
” Loki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Fontenelle
“Morrinho – Deus sabe tudo mas não é X9”, de Fábio Gavião e Markão Oliveira
“Palavra (en)cantada”, de Helena Solberg
“Sentidos à flor da pele”, de Evaldo Mocarzel
” Titãs – a vida até parece uma festa”, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves

Ficção
“A erva do rato”, de Julio Bressane
“Um romance de geração”, de David França Mendes
“Romance”, de Guel Arraes
“A guerra dos Rocha”, de Jorge Fernando
“Todo mundo tem problemas sexuais”, de Domingos Oliveira

Documentário
“O homem que engarrafava nuvens”, de Lírio Ferreira
“Pan-cinema permanente”, de Carlos Nader
“Garapa”, de José Padilha
“Simonal – ninguém sabe o duro que eu dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal

Mostra Retratos

“A paixão segundo Callado”, de José Joffily
“Juruna, o espírito da floresta”, de Armando Lacerda
“Vida”, de Paula Gaitán
“Paulo Gracindo – o bem amado”, de Gracindo Junior
“Só dez por cento é mentira”, de Pedro Cézar

Mostra Cenas do Rio

“Corpo do Rio”, de Izabel Jaguaribe e Olivia Guimarães
“Favela on blast”, de Leandro HBL
“Abaixando a máquina”, de Guillermo Planel e Renato de Paula
“Eu sou povo”, de Bruno Bacellar, Luis Fernando Couto e Regina Rocha
“Praça Saens Peña”, de Vinicius Reis
“Novela na Santa Casa”, de Cathie Lévy

Miyazaki emociona com desenho animado no Festival de Veneza

•setembro 1, 2008 • Deixe um comentário

‘Gake no Ue no Ponyo’ traz mensagem de ecologia e amizade.
Filme já é considerado um dos favoritos da competição.

Da EFE

Divulgação
Cena do desenho ‘Gake no Ue no Ponyo’ (‘Ponyo on the Cliff by the Sea’) (Foto: Divulgação)

O japonês Hayao Miyazaki conseguiu neste domingo (31), através de desenhos animados, contar uma história emocionante, algo que outros diretores que participam do Festival Internacional de Cinema de Veneza não souberam fazer com atores.

Miyazaki conseguiu o feito com “Gake no Ue no Ponyo” (“Ponyo on the Cliff by the Sea”), filme com o qual concorre ao Leão de Ouro.

O desenho se passa em uma cidade junto ao mar na qual um menino salva uma peixinha vermelha, chamada Ponyo. A amizade entre o menino, Sosuke, e o peixe cresce até o ponto de que Ponyo passa a querer se transformar em uma menina.

Essa trama é o pretexto com o qual Miyazaki fala, por exemplo, da relação entre o homem e a natureza, da necessidade do equilíbrio entre ambos e da amizade entre crianças e adultos.

Com seus desenhos, Miyazaki é capaz de tocar o coração do espectador, unindo o adulto com o seu passado, fazendo com que se lembre de suas brincadeiras, como o navio de brinquedo no qual sempre quis navegar, ou de seu amor pelos animais.

Miyazaki explicou em entrevista coletiva, após a exibição do filme, que, para atingir seu objetivo, tinha trabalhado manualmente, “porque o computador, ainda que seja bom, enfraquece a força da mensagem”.

O cineasta japonês já conseguiu, anteriormente, comover com suas histórias, como em “A Viagem de Chihiro”, que conquistou em 2002 o Urso de Ouro em Berlim e, em 2003, o Oscar de melhor filme de animação.

Mas o diretor não consegue enganar ninguém: “Gake no Ue no Ponyo”, que bateu recorde de bilheteria ao estrear no Japão, é um filme para crianças. Como sempre acontece com esse tipo de produção, que acaba por comover os adultos, Miyazaki, sem querer, questiona o grau de infantilidade da sociedade moderna.

Os críticos pareceram entender o seu valor, pois já declararam seu mais recente filme o melhor do festival até o momento.

Concorrência italiana

Com as exceções de Arriaga, Kitano e algum mais, poucos foram capazes de tocar o coração como Miyazaki e, às vezes, nem conseguiram contar uma história.

Isto não é o caso do diretor italiano Pupi Avati, que hoje apresentou “Il papá di Giovanna”, porque soube contar uma história, mesmo que tenha acabado caindo totalmente no sentimentalismo.

O filme retrata Giovanna (Alba Rohrwacher), filha de Michele (Silvio Orlando) e Delia (Francesca Neri), uma jovem adolescente com um desequilíbrio mental que mata a melhor amiga em Bolonha em 1938.

O filme, produzido pela Mediaset, empresa de Silvio Berlusconi, permite que Avati se aprofunde na relação entre pai e filha, enquanto tenta redimir, surpreendentemente, o fascismo.

Uma redenção igual a que ocorreu no sábado com outro filme italiano, “Un giorno perfetto”, de Ferzan Ozpetek, que continuará dando argumentos aos que criticaram o “excessivo patriotismo” desta 65ª edição da mostra cinematográfica.

O nacionalismo excessivo já deu problemas ao Festival de Veneza quando, na época do fascismo, foi proibida a exibição de filmes soviéticos e americanos.

Outro assunto que gera polêmica é o botox usado pelas atrizes italianas nos lábios, já que prejudica suas performances em filmes ambientados em épocas anteriores à explosão da cirurgia estética.

Não é exatamente esse o problema de Dominique Blanc, a atriz francesa que protagoniza “L’Autre”, de Patrick-Mario Bernard e Pierre Trividic, embora sua aparência envelhecida também torne difícil de acreditar que ela seja a amante de um homem muito mais jovem. No entanto, sua interpretação a colocou entre as candidatas à Copa Volpi. Blanc dá vida a Anne-Marie, uma mulher torturada que chega a trocar de identidade após terminar com o amante, interpretado pelo ator Cyril Gueï.

Maria e a língua portuguesa

•agosto 28, 2008 • Deixe um comentário

Ouvimos, com freqüência, queixas sisudas no sentido de que a língua portuguesa está se estropiando no Brasil. Elas partem não só de dentro de nossas fronteiras como também de além-mar, onde o vírus do linguajar das novelas brasileiras estaria infeccionando a pureza do idioma.

As queixas têm certa procedência, quando não redundam em uma defesa disfarçada da petrificação da língua, pretensão aliás inútil diante de seu constante movimento, seja a longo prazo, seja diante de nossos olhos. Basta ler um texto de Ruy Barbosa para perceber a distância que medeia entre sua escrita e a dos dias que correm. É bom lembrar que Ruy morreu há pouco mais de 70 anos, espaço de tempo relativamente reduzido, quando se pensa em termos de grandes alterações da língua.

Na contínua renovação, há porém muitos descaminhos. Claro que o critério para estabelecer o que constitui descaminho é relativo e depende mesmo do gosto de cada um, até que a passagem dos anos se encarregue de distinguir as novas formas linguísticas dos modismos passageiros.

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