Uma problemática colcha de retalhos étnica, política e religiosa

Desde 1991, o Estado que chama a si próprio de Federação Russa vem se comportando como uma versão em miniatura da antiga União Soviética: fala-se em diversidade étnica, mas, na prática, há cerceamento das liberdades cultural e política dos povos não-russos.

Desde 1989, a população de muçulmanos na Rússia cresceu 40%, para cerca de 25 milhões de pessoas. Algumas estimativas propõem que, em 2015, eles formarão a maior parte do exército russo. Em 2020, eles serão um quinto da população do país. Em algumas regiões representarão uma ampla maioria. Quantos deles irão querer maior integração, e quantos olharão para formas radicais do Islamismo?

Além do descontentamento étnico e religioso que existe na Rússia atual, há ainda a crescente consciência regional. Os anos de corrupção sob a administração Putin criaram um imenso fosso entre as grandes cidades, particularmente Moscou, e o resto do país. A Economist ressalta, no entanto, que nada indica que a Rússia irá ruir como a antiga União Soviética. Nenhuma parte do país se apresenta hoje como um Estado independente viável.

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~ por Rebeca Bartolote em Julho 26, 2008.

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